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quinta-feira, 17 de maio de 2018

Zé Neto e Cristiano levam 'Largado às Traças' ao topo das paradas e mostram força do sertanejo acústico

Música sobre beijar copo, abraçar garrafa e arrastar chifre no asfalto chegou aos primeiros lugares do top 50 Brasil no Spotify e do hot 100 das rádios brasileiras.

Em junho de 2017, Zé Neto e Cristiano afirmaram ao G1 que existia a dupla “antes e depois da música ‘Seu Polícia’”. É aquela da história de um rapaz conversando com um policial e dizendo que "Sofrimento é mato, coração em pedaço". A faixa dominou as rádios no primeiro semestre daquele ano.

No YouTube, o clipe está quase superando “Seu polícia”. Tem 216 milhões de visualizações em três meses contra 225 milhões em três anos.

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“A gente acreditava muito na música. Era uma aposta, mas não do jeito que foi, tão grande", diz Cristiano. "A 'Seu polícia' é de outra era de Zé Neto e Cristiano. Já 'Largado às traças' chega em uma nova fase, mais projetada, em que conhecem mais a gente. Nunca tivemos esse número tão crescente. É uma nova era”.

A dupla canta sobre ficar bêbado ouvindo "modão". O personagem da letra canta sobre beijar copo, abraçar garrafa e arrastar chifre no asfalto.

“Largado às traças” foi lançada com um EP, programado para ser uma prévia de "Esquece O Mundo Lá Fora", o terceiro DVD dos meninos. Gravado em março, no Espaço das Américas, em São Paulo, o disco tem 21 músicas e será lançado na sexta-feira (18).

“Nós lançamos o EP na intenção de fazer as pessoas conhecerem as músicas do DVD. É muito ruim subir no palco e não conhecerem as músicas, fica aquele clima frio”, conta Cristiano.

Todo mundo acústico

A nova era da dupla não se reflete apenas na música, mas no formato. O EP ganhou vídeos em formato acústico. Ficou bem longe das grandes produções, como no último DVD “Um novo sonho”, gravado no Parque de Exposições de Cuiabá e diante de 20 mil fãs.

Já o novo projeto tem um pé lá e outro cá. Recebeu um público de 8 mil pessoas, mas num palco bem menor e com uma levada mais intimista, como é a nova tendência do mercado sertanejo.

“Nada mudou sobre essas produções, mas entramos em uma fase que começou a perder a necessidade disso. O Wesley Safadão disse uma vez que todo artista precisa ter um mega DVD, que foi o nosso de Cuiabá. Embora o de São Paulo tenha sido maravilhoso também, foi mais tímido, menor, com menos público, menos estrutura”.

“Mas a gente sempre fez DVD grande porque era necessário. Quando a gente começa no sertanejo, as pessoas não conseguem vincular nossa imagem com nossa música. Então precisa linkar essa imagem. E também pelo glamour do mercado, né?”, confessa Cristiano.

Para o cantor, "a melhor parte" do formato menor é a enxugada nos gastos, que ajuda a lidar com a crise. “O nosso mercado foi um dos menos afetados pela crise. Mas afetou”. Ainda assim, ele garante que a dupla Zé Neto e Cristiano tem feito de 23 a 26 shows ao mês.

AS INFORMAÇÕES SÃO DO SITE G1

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