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A noite já não é mais uma criança: as baladas estão entrando em extinção!

Os baladeiros, notívagos, boêmios, dançarinos e os reis do camarote podem estar com seus dias de baladas contados. A noite, que era uma criança, cresceu e amadureceu. E quer dormir mais cedo ou quer fazer outras coisas.

Já não é de hoje que se observa uma epidemia mundial de fechamento de boates e casas noturnas no Brasil e no mundo. A vida noturna, mantida e preservada há mais de 40 anos, agora parece está ameaçada.

Um levantamento realizado pela Nightlife Association, nos últimos dez anos mais de 10 mil bares e casas noturnas pararam de funcionar nos Estados Unidos e mais da metade das baladas da Inglaterra desapareceram. Em Paris, a cidade passou a funcionar quase que essencialmente à base da luz do sol.

No Brasil, a vida noturna que havia mostrado um bomm da importação de “megacasas” noturnas do exterior — com diversão até o sol raiar a preços exorbitantes para entrada e consumação -, começou a ver o declínio.

A crise impactou na vida dos brasileiros, que começaram a cortar gastos. Os hábitos se ajustaram à vida financeira. Muitos passaram a levar seu cooler com bebidas para encontro com amigos ao ar livre.

A famosa noite paulistana, que sempre despertou a curiosidade de muitos estrangeiros e baladeiros de outros lugares do Brasil também apresentou sinais de falência com a Lei do Psiu (Lei nº 16.402). O Programa de Silêncio Urbano (PSIU) da Prefeitura de São Paulo surgiu com a missão de combater a poluição sonora da cidade, fiscalizando bares e boates e fechando muitas portas após a meia noite.

E também não podemos deixar de considerar a mudança de comportamento e gostos do público. A geração Millennials, que são os nascidos entre 1980 e 2000, estão transformando as formas de se relacionar, trocando muitas vezes a música da balada pelo Spotify ou Netflix e se relacionando pelos aplicativos, ao invés de dormir com o nascer do sol, muitas vezes estão preferindo acordar com a luz do sol, tomar suco verde e praticar atividades físicas.

Será que estamos presenciando uma mudança de consciência coletiva?

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