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Licença-Maternidade: direito ou risco de perder o emprego na volta?



Muitas mulheres grávidas tentam juntar com férias, feriados e trabalhar até onde puderem para conseguir ter o máximo de tempo com seus filhos depois que nascerem.

E quando ficam sabendo da notícia da gravidez, muitas se sentem como se tivessem praticado um crime. Ficam com medo da reação do chefe ao contar a notícias.

A Licença-Maternidade que é um direito tão esperado, muitas vezes pode se transformar em pesadelo na volta. Isso porque quase metade das mulheres que saem de licença-maternidade perdem seus postos de trabalho depois de um ano do início do benefício.

Isso é o que diz uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas. Das 247 mil que saíram de licença entre os anos de 2009 e 2012, 48% estavam fora do mercado de trabalho depois de 12 meses.

O estudo descobriu que os baixos índices de desligamento nos primeiros meses pós licença se justifica porque as profissionais têm um mês de estabilidade depois que retornam ao trabalho. Mas geralmente, após seis meses de retorno, muitos desligamentos surgem por iniciativa das próprias profissionais.

Esses dados dão algumas pistas sobre os motivos, que podem ser pressão psicológica do chefe à trabalhadora, ou escolha própria delas para acordo para ficar com o filho ou para terem acesso aos direitos como INSS e FGTS.

Muitos relatos mostram uma certa pressão do ambiente para que a mulher evite sair mais cedo para se dedicar ao bebê, ou até mesmo marginalização pelo fato das mudanças de prioridades, pelo fato da profissional não poder ficar até mais tarde por ter que ir para casa para amamentar, etc.

Não é a toa que ainda alguns contratantes evitam selecionar mulheres para as vagas de trabalhos ou com determinada faixa etária. Mas essa realidade aos poucos tende a mudar.



Fonte: Cláudia

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